O presidente do Novorizontino, Genilson da Rocha Santos, fala sobre a pressão sofrida pelo tradicional clube do interior.


Por Gabriela Clancher

Sala de coletiva no estádio do Novorizontino. – Foto: Gabriela Clancher.


No final de semana, o presidente do Grêmio Novorizontino falou, em seu gabinete, sobre a pressão enfrentada pelo clube na conquista pelo acesso da série A do Brasileirão. “ De certa forma, a torcida local acredita que o momento vai chegar. Essa pressão maior, eu vejo que é de uma forma mais externa, daqueles que não estão próximos”, pontua Genilson da Rocha Santos. Ele também afirma que, muitas vezes, o time é alvo de piadas e comentários que ridicularizam o quase acesso. “Porém, o Novorizontino sempre prezou pelo trabalho bem organizado, pelo trabalho bem feito, por um trabalho de formação muito qualificado, tudo isso a gente não vem deixando de fazer. Melhorar a estrutura, melhora dos profissionais, enfim, a melhora como um todo”, explica.

Academia de base dos jogadores do time. – Foto: Gabriela Clancher.


Esse esforço culminou com a conquista do vice-campeonato paulista deste ano. “Então, trabalhando dessa forma, eu vejo que o Novorizontino tem, sim, possibilidades reais, vai, sim, brigar por esse acesso e vai conquistar, independente dessa pressão. Eu sei que o nosso torcedor, que está mais perto, valoriza e sabe do comprometimento que todo o clube tem com a nossa cidade e região”, completa. O presidente também salienta a importância da renovação de elenco. “Se eu tenho um atleta que já passou três anos treinando, jogando e quase conseguindo, ele já está tão familiarizado com as questões do clube que ele já não tem o mesmo sentimento. Ou, de repente, ele já não tem o mesmo desafio daquele que está chegando. Então, até isso, nós temos que pensar”.

Vestiário preparado para o jogo no estádio. – Foto: Gabriela Clancher.


Questionado sobre o impacto físico dessa pressão, Genilson explica que “a equipe que quer vencer, no mínimo, ela tem que correr, ela tem que se esforçar, ela tem que lutar, ela tem que dar o seu melhor dentro de campo. E isso não permite que ninguém se poupe. Você não consegue fazer o treino de uma forma e o jogo de outra.” Ele explica ainda que a cada dia esse grupo de atletas é exposto a um desafio, primeiramente físico muito alto. “Depois, é claro, vem o psicológico, vem o fisiológico de cada um, porque cada um tem a sua genética, um descansa daqui um dia, o outro daqui dois dias, e assim vai. E tem que se ter um cuidado muito grande com isso”. Sobre as próximas possíveis medidas para o time garantir o acesso à série A, o presidente diz que “hoje, o Novorizontino, diante de tudo que está sendo feito, ainda temos algo a evoluir, principalmente nessa parte mental do atleta. O ideal é que se tenha um departamento que esteja observando e atuando de forma pontual e preventiva. Então, eu acredito muito que é uma área que, com certeza, nós vamos evoluir, como evoluímos em todas, mas hoje o atleta tem essa necessidade, essa carência.” Para Genilson, jogar a série A precisa de preparo. “No momento que você conquista o acesso, vem um grupo de profissionais da CBF para fazer uma vistoria de uma forma geral. Desde o seu modelo de organização, na diretoria, os departamentos, até na sua estrutura, iluminação, gramado, centro de treinamento, capacidade de estádio. O Novorizontino não seria diferente. Mas, como eu já disse, a maioria das coisas que necessitam, hoje o clube já tem. Ah, um detalhe ou outro vai precisar? É claro, mas nada que impossibilite o Novorizontino disputar uma Série A.”

Gramado no Jorge Ismael de Biasi – Foto: Gabriela Clancher.


Para Gustavo Ramassote, um torcedor do Novorizontino e residente na cidade, “ a expectativa para o time subir é grande, o Grêmio Novorizontino todos os anos não garante o acesso por pouco, então como em todos os anos a grande expectativa existe sim”. Gustavo conta que a torcida acredita que o time está pronto para disputar a série A. “Faltam melhoras para o clube subir, porque não parece normal um time todos os anos perder o acesso na última rodada do campeonato”, pontua o torcedor. “Se nesse ano o acesso não vier, a torcida começará a suspeitar”, diz Gustavo Ramassote. “Devemos pensar também que o Grêmio Novorizontino é um time de pouco mais de 15 anos, então é um resultado bom para um time tão recente”, conclui o torcedor.

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