Durante entrevista coletiva em Bauru, a deputada federal pelo PSOL-SP explicou por que está sendo atacada pela extrema direita

Por Heloísa Gomes

“A arma dos canalhas e dos covardes é a violência”. A frase é da deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) e foi dita durante coletiva de imprensa na última quinta-feira, 13, no Sindicato dos Jornalistas de Bauru. A deputada afirmou que vem sofrendo constantemente ataques vindos da extrema direita em relação ao seu mandato e à sua identidade.

“Constantemente, a extrema direita orquestra uma tentativa de diminuir o meu trabalho e tentar me constranger, pois não suporta o fato de eu ser uma mulher negra e travesti que defende pautas tão importantes que mobilizaram o país em torno do fim da escala 6×1”, disse.

Érika Hilton afirma que sofreu a tentativa de cassação do seu mandato e diz que seus opositores a consideram uma ameaça ao que eles pensam e que as tentativas de silenciamento serão em vão, pois ela não irá recuar.

“Não conseguiram diminuir a minha potência e me colocar na sociedade da maneira que eles queriam e essas mentiras que construíram contra mim, agora querem cassar meus direitos políticos, querem me ver inelegível por 8 anos pois represento uma ameaça, mas pegaram um tweet fora de contexto e através da mentira que eles criaram querem transformar isso numa justificativa para cassar meu mandato”, explicou a deputada.

A deputada Érika Hilton na coletiva de imprensa Lorena Marchetti Felix

A deputada afirmou também que seguirá lutando pelo seu mandato e lutando pelo que acredita, defendendo as mulheres, a classe trabalhadora, o povo negro e todas as pautas da comunidade LGBTQIA+, tendo orgulho em demonstrar seu trabalho. “Eles perderam fora e vão perder dentro também porque eu vou lutar e é bom eles irem se acostumando porque eu sou uma das milhares ainda que virão depois de mim”, concluiu Érika.

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