Sofrendo com turbulência no Brasileirão, clube desafia a LDU, em busca da classificação histórica no campeonato
Por João Vitor Gomes

Preparação Mirassol contra à LDU, Libertadores – Foto: Imprensa Mirassol
Na altitude de 2850 metros acima do nível do mar, em Quito, acontecerá o maior jogo da história do Mirassol, às 19 horas da quinta-feira, 20 de agosto. A equipe busca uma classificação heroica para as quartas de final, em que terá de superar a tradicional LDU Quito, no Estádio Rodrigo Paz Delgado.
O confronto da ida foi marcado por um jogo equilibrado entre os dois times, o que fez jus ao resultado de 1×1 no Maião. O placar foi aberto pelo time da região de São José do Rio Preto, com gol de Carlos Eduardo, porém, um vacilo no final do jogo acabou custando a vantagem que seria levada para o Equador.
Ambas as equipes vivem instabilidades em seus campeonatos nacionais. A diferença está na parte da tabela. A LDU aparece distante do líder Independiente del Valle, já o Mirassol tenta sobreviver no Brasileirão. No último domingo, sofreu uma grave goleada de 5 a 1 para o Flamengo.
Na volta, o Mirassol deve contornar as dificuldades com que passou na ida da Libertadores. O setorista da Cazé TV, Bruno Pires, afirma que “o Mirassol tentou jogar da sua forma, do seu estilo, mas não estava encaixando tanto individualmente quanto coletivamente”. Ele completou que a pressão de ser um jogo histórico acabou influenciando na partida.

Partida entre Mirassol x LDU – Foto: Imprensa Mirassol
O setorista da Cazé TV comenta também que os problemas da ida se refletem no Brasileirão. Ele afirma que “o Mirassol em muitos momentos consegue jogar bem, fazer o jogo, mas não consegue fechar o resultado”. Ele ressalta ainda que qualquer oportunidade em um jogo de Libertadores é crucial, sobretudo em um jogo na altitude.
O Mirassol já está familiarizado com Quito; as equipes se enfrentaram já na fase de grupos, o time equatoriano levou a melhor quando venceu por 2 a 0. Porém, o cenário é outro: tanto Mirassol quanto LDU passaram por mudanças em seus elencos após a parada para a Copa do Mundo.
Mesmo com as mudanças, como a troca de técnico, Tiago Nunes, para a entrada do novo técnico, Gustavo Álvarez. Bruno afirma que as novas alternativas da equipe equatoriana mudaram a estrutura do jogo, mas conhecer o adversário é uma vantagem para o confronto. Em fala disse que “Muitos saíram, muitos chegaram também, mas, para o clube, para o grupo como um todo, o ambiente já é um pouco mais conhecido. Acho que isso é uma vantagem, de certa forma, para esse contexto do Mirassol”.
O leão busca levar para dentro de campo o sentimento que contagia toda a região interiorana para Quito. Em busca de uma vitória que, caso ocorra, ficará marcada para sempre na história do futebol do interior.

Excelente trabalho! Parabéns pela matéria, pela sua clarezae dedicação! O texto está muito bem escrito!
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Matéria excelente, parabéns João Vitor Gomes, um grande jornalista.
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Matéria excelente, parabéns João Vitor Gomes, um ótimo jornalista!!!
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