Atualmente no futebol italiano, o meia Lucca Di Giuseppe relata a realidade de atuar no exterior.
Por Murillo Gasparotto,

Lucca Di Giuseppe (foto: redes sociais/Lucca Di Giuseppe)
A oportunidade de construir uma carreira internacional costuma ser vista como um sonho para muitos atletas brasileiros. No entanto, a experiência vai muito além da mudança de país e o que acontece dentro de campo. Aos 26 anos, Lucca Di Giuseppe, que atua no Melfi, da quarta divisão italiana, contou sobre a experiência de atuar no futebol do exterior.
Antes de buscar espaço fora do Brasil, Lucca atuou nas categorias de base da Portuguesa e do Ituano. Na Lusa, teve a oportunidade de disputar o Paulista sub-17, sub-20 e a Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2019, a tradicional Copinha. No Ituano, atuou novamente pelo estadual da categoria sub-20. Após a formação em solo brasileiro, o jogador iniciou sua carreira no futebol internacional nos Emirados Árabes Unidos, passando por Khorfakkan, Al Orooba e Fujairah.
Apesar de muitas vezes a adaptação ser apontada como o maior obstáculo para jogadores que deixam o Brasil, Lucca descobriu que os desafios ultrapassam a barreira da ambientação ao idioma e aos costumes locais. Para ele, a principal dificuldade enfrentada foi a pressão por ser estrangeiro.
“A pressão no jogador de fora é muito grande. No caso do brasileiro, é maior ainda, por conta do histórico do futebol no país. Eles esperam que a gente decida todos os jogos”.
Em muitas ligas do mundo há um limite de atletas estrangeiros por equipe. A medida busca incentivar o desenvolvimento de jogadores locais, mas também faz com que as expectativas em quem chega de longe sejam ainda maiores.
Durante sua passagem pelo futebol árabe, outra situação chamou a atenção do brasileiro. “Muitos dos jogadores que nasceram lá têm outras profissões além do esporte, o que faz com que a cobrança seja ainda mais direcionada ao atleta estrangeiro”.
Depois da experiência nos Emirados Árabes Unidos, Lucca retornou ao Brasil em 2023 antes de se transferir ao futebol italiano. Na Itália, segundo o meia, a realidade é diferente da encontrada no Oriente Médio. Além da estrutura, ele destaca a diferença tática e a conexão com os torcedores.
“Os clubes são mais organizados e o estilo de jogo é mais parecido com o que gosto, favorece as características de um meia”, afirmou o atleta. “Mesmo estando nas divisões inferiores, a torcida do Melfi é apaixonada e comparece ao estádio”, completou.
No clube italiano desde 2025, Lucca renovou seu contrato e segue na equipe para a temporada 26/27, dando continuidade à sua trajetória no futebol Italiano.

Anúncio da renovação de contrato (foto: redes sociais/Melfi)
