Na comemoração do aniversário de 130 anos de Bauru, falha no gerador frustrou o público
Por Ana Marques

Palco do Recinto Mello Moraes onde o show de Ricca Luz foi cancelado Foto: Ana Marques
No último domingo (2), o show da cantora Ricca Luz, no aniversário de Bauru, foi cancelado, em razão da quebra de um gerador de energia, que deixou o lugar sem eletricidade. A apresentação de Ricca Luz iria acontecer antes do show da cantora Ana Castela, que atraiu um grande público para o evento.
Em entrevista para o jornal Contexto, a cantora explicou o que aconteceu. “O que aconteceu ontem foi que depois que uma banda terminou o show às 14:30h, o gerador pifou e não deu certo pra voltar a energia. Eles até tentaram trocar o gerador, mas não foi possível”, explicou a cantora.
Ela disse ainda que “a equipe da Ana Castela tinha falado que eu precisava liberar o palco às 16h, era uma exigência da equipe da Ana Castela. Às 16h a gente ainda não tinha conseguido entrar no palco porque estávamos sem energia. A equipe da cultura, da prefeitura, tentou negociar com a galera da Ana Castela para eu poder entrar depois, mas realmente não foi possível, porque era, sei lá, 17h e ainda não tinha energia”.
Apesar do contratempo, a cantora garantiu que teve apoio da equipe da prefeitura e que ganhou uma nova data para um futuro show. “Nós teremos um próximo show, pode ser que aconteça no dia 06/12. A prefeitura deu como entregue o meu show. Eles vão me oferecer uma outra data, para a abertura de algum outro show, porque realmente foi uma situação incontrolável e a gente não conseguiu resolver a tempo”.
A cantora é paulista, mas se mudou aos 12 anos para Bauru. Foi na cidade que ela iniciou sua trajetória musical, e disse que a influência de Bauru na sua carreira foi muito positiva. “Eu nasci em São Paulo, mudei para Bauru quando eu tinha 12 anos, eu realmente fui trabalhar nessa carreira artística em 2021, e aí veio a pandemia, mas depois voltamos em 2022, eu comecei numa banda de flashback”, declarou a cantora.
Ela acrescentou que em sua carreira solo, participou de vários festivais que aconteciam em Bauru. “Foi aqui em Bauru que tudo aconteceu. Minha carreira foi construída aqui. Aqui foi onde eu cresci. Eu contribuo com a arte em Bauru, e também Bauru contribui com a minha arte. É muito especial estar no aniversário da cidade, infelizmente teve esse contratempo, mas é sempre muito especial”.
Durante a entrevista, a cantora falou um pouco mais sobre seu último lançamento, o álbum de estúdio “Alma”, e contou sobre o processo de criação desse projeto. “Todo o processo criativo do meu álbum veio de experiências pessoais, uma delas é sobre o meu relacionamento, duas dessas músicas eu ganhei de outros dois compositores. Mas todas as músicas que eu faço, até de experiências pessoais, tem o objetivo de se conectar com o ouvinte”, disse ela.
Ela ainda afirmou que gosta de positividade em suas músicas. “Eu gosto muito de falar de coisas boas, de boas novas, de esperança. Eu acho que a música é muito poderosa nesse sentido, o que você ouvir é onde vai te conduzir”.
Ricca ainda acrescentou que haverá lançamentos futuros, ainda para esse ano. “Esse foi meu primeiro e único lançamento até o momento, mas esse ano eu vou lançar mais três músicas, ou quatro, que estão em processo de finalização”.
A cantora declarou que o processo de iniciar uma carreira musical não é fácil, e que muitas das vezes não obteve apoio. “Você se assumir como artista, não é fácil. Eu não tive apoio de familiares, eu não tinha amigos que me apoiavam na época. As pessoas zombam de você, elas acham que isso não vai ser possível. Mas eu sempre tenho uma coisa assim dentro de mim, se tiver uma pessoa querendo me ouvir, um grupo que gosta de me ouvir, eu posso fazer o que eu quero, eu posso fazer o que eu amo que é ser cantora”, disse ela.
Ela ainda falou sobre o seu processo de criação das letras de suas músicas, já que ela compõe a maioria delas. “Normalmente eu fico ouvindo músicas instrumentais sem parar, de repente eu começo a pensar em melodias, depois eu escrevo a letra. Às vezes eu também escrevo a letra e depois faço a melodia. Eu tenho um caderninho de composição, eu gosto de fazer isso nesse caderno”, falou.
“Na maioria das vezes eu sempre estou sozinha, quando todo mundo está dormindo, quando eu não tenho mais ninguém pra me chamar, ou desviar minha atenção. É uma coisa muito de questão de solitude, a composição”, concluiu.

