No último sábado (01), o time espanhol conquistou sua décima quinta taça da Liga dos Campeões ao derrotar o Borussia Dortmund por 2X0.


Por Livia Queiroz


Real Madrid levantando a taça de campeão (Foto: Divulgação/UEFA Champions League)

No primeiro sábado deste mês, em Wembley, o Real Madrid disputou contra o Borussia Dortmund pela taça da Champions League. Após um primeiro tempo sofrido devido a grande neutralização de jogadas gerada pelos alemães, o time espanhol retornou na segunda metade com uma barreira defensiva mais forte e criando oportunidades ofensivas até chegar nos gols da vitória.

Assim, com um time formado por jogadores talentosos individualmente – e coletivamente – e uma experiência enorme em jogos decisivos, era de se esperar que, mais cedo ou mais tarde, essas características clássicas do Real Madrid fossem aparecer e apagassem o desempenho do Dortmund, resultando no placar de 2X0 no final do tempo normal. É como o famoso ditado do futebol internacional: “se você não mata o Real Madrid, ele te mata”.

Apesar da derrota da muralha amarela, há de ser reconhecido que o time dominou a equipe adversária, que é a maior vencedora da Liga dos Campeões da Europa, na maior parte do jogo, um feito incomum em finais, principalmente para quem não está acostumado a isso. É importante também dar o devido destaque para a trajetória do Borussia desde a fase de grupos, porque foram colocados pela mídia como o ‘azarão’ em todos os jogos do grupo F; contra PSV; Atlético de Madrid e contra PSG, mesmo com uma campanha ruim na Bundesliga.

Os primeiros 45 minutos de jogo foram marcados pela surpreendente pressão do Borussia Dortmund sobre o time merengue, não possibilitando a criação de ataques perigosos e gerando muitas oportunidades ofensivas para si, mas não conseguiram ter uma finalização bem sucedida para dentro das redes de Courtois. Dessa forma, o time amarelo deveria ter sido mais clínico e matador, aproveitando suas chances quando disponibilizadas, afirma o jornalista Victor Canedo em entrevista. Foram um total de três chutes para gol no primeiro tempo, dos quais o goleiro defendeu.

Além disso, o tempo e controle de bola foram completamente definidos de acordo com o jogo deles na primeira metade. Mesmo assim, para o comentarista da TNT Sports, Gabriel Simões, “em uma final, tem coisas que são mais importantes do que de fato quem joga melhor. A concentração e o fato de ser um time acostumado em estar em momentos decisivos são de extrema relevância”. Ele complementa que pelo Borussia Dortmund não ter aproveitado sua superioridade e deixado os espanhóis ‘vivos’, eles sucumbiram à “força da natureza que é o Real Madrid”.


Niclas Füllkrug em tentativa de gol no primeiro tempo (Foto: Divulgação/UEFA Champions League)

Nos 45 minutos seguintes, até a decisão do time campeão, houve para a equipe merengue o retorno do jogo ambicioso. Com um total 13 chutes, seis deles eficientes para a área do goleiro, um controle de bola maior e a construção de vários contra-ataques. Como resultado, os gols do lateral Carvajal, eleito o melhor da partida, e do atacante Vinicius Jr. apareceram nos minutos 74 e 83.

Victor Canedo explica que uma das razões por trás do final positivo para os espanhóis foi que o Real Madrid é muito camaleão. “Ele consegue se adaptar às características que o jogo pede”.

Em uma conversa sobre o desempenho do time com Letícia Zógob, organizadora do perfil ‘Madrid Brasil’(@realbrasil.br) no Instagram, ela diz que “o time não conseguia imprimir o seu jogo, sem saída de bola e sem conectividade entre os jogadores, ficando exposto no primeiro tempo. Mas a resiliência do time foi um ponto positivo. A gente fala que no futebol temos que saber sofrer, e o Real viveu isso em toda a sua jornada e ontem, mostrou mais uma vez que sofrer faz parte do DNA vencedor que o time tem”.

Ela destaca um jogador em específico no jogo: Courtois. “Se não fosse por ele, o Dortmund provavelmente teria saído na frente”.


Jogadores comemorando o gol do Vini Jr. que marcou a vitória (Foto: Divulgação/UEFA Champions League)

Entretanto, devido ao heroísmo e desempenho feito pela equipe alemã, o Borussia foi extremamente elogiado por seus torcedores e amantes do futebol. O organizador do fã clube ‘Borussia Dortmund 09 Brasil’(@borussia09brasil) no Instagram, Lukas Tavares, por exemplo, conta que o maior destaque para ele foi a defesa, que não se deixou abalar pelo grande time e jogadores que estavam enfrentando. Ele também diz que o técnico Térzic surpreendeu muito no primeiro tempo, especialmente por ser jovem na carreira e ser sua primeira final. Os entrevistados Victor e Gabriel também pontuam a grande partida de Mats Hummels, zagueiro, e Kobel, goleiro.

Assim terminou a Champions League 2024; desde times considerados favoritos caindo nas primeiras fases até as equipes medianas e os ‘azarões’ da temporada, passando por fortes elencos com vantagem, mas com um vencedor já esperado: o Real Madrid.

E, como todo final de temporada, as especulações com relação à Bola de Ouro aumentam. Devido à grande temporada do jogador Vini Jr., inclusive com gol na final, as expectativas para ele ser o melhor do mundo este ano ficam cada vez mais fortes.

Contudo, ele é o único dentre a lista de atletas que participará da Copa América, competição ‘esquecida’ pelos votantes do prêmio, enquanto os demais estarão disputando a Eurocopa. Segundo Gabriel, “é um movimento natural a maior atenção na disputa europeia e, o brasileiro já foi desvalorizado na competição antes. Por essas razões, podemos ter ‘um pé atrás’ com o resultado, mesmo com seu destaque na temporada”.

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