FIFA anunciou que, a partir de 2024, o torneio anual terá modificações no seu modo de disputa, além da criação de um “Super Mundial”, que será disputado a cada quatro anos, a partir de 2025

Por Bruno Rys Colesanti

A FIFA anunciou, no início deste ano, alterações no formato do Mundial de Clubes, que é disputado anualmente, além da criação de um novo “Super Mundial”, que acontecerá a cada quatro anos e com 32 equipes, a partir de 2025.

A edição de 2023 será a última no atual formato, em que há um representante por continente, e terá o Fluminense como representante sul-americano. A partir do ano que vem, ainda haverá uma equipe por continente, porém o representante europeu estará diretamente na final, fazendo com que a única semifinal do torneio seja disputado pelo vencedor de uma partida entre o campeão da Libertadores (América do Sul) X campeão da Champions da Concacaf ( América do Norte e Central) e pelo vencedor de um triangular entre os campeões da Champions Asiáticas, Champions Africanas e da Oceania.

É possível que os jogos sejam espalhados ao longo do ano, sem a necessidade de uma janela específica, como acontece hoje em dia. Os locais das partidas serão neutros. Sendo assim, não haverá um representante de país-sede.

O ano de 2025 marcará a estreia do novo “Super Mundial”. Serão 32 equipes: 12 da Europa, 6 da América do Sul, 4 da Concacaf, 4 da África, 4 da Ásia, 1 da Oceania e 1 do país-sede. Serão oito grupos de quatro. O campeão de cada grupo se classifica para as quartas de final. A partir daí, os classificados se enfrentam em mata-mata até a grande final.

Ainda não há lugar definido para a primeira edição, mas sabe-se que será disputada entre junho e julho. Para definir os participantes dessa primeira edição, a CONMEBOL (federação responsável por gerir o futebol sul americano) deixou 4 vagas para os campeões da Libertadores nos anos anteriores (2021-2024). As outras duas vagas serão originadas de um ranking que vai levar em conta o desempenho dos clubes nesse período (2021-2024). 

O fã de futebol e torcedor do São Paulo Breno Esteves não gosta da criação do “Super Mundial”, ao partir da perspectiva sul americana. 

“Levando em consideração que o último campeão sul americano foi o Corinthians em 2012 e que um Europeu nunca ficou fora de uma final, a criação do torneio dificulta muito sua conquista. Apesar de ainda existir o mundial que acontece anualmente com poucos participantes, o novo torneio que será a obsessão dos clubes e torcedores. Só que agora, é necessário superar 12 europeus que são mais favoritos que qualquer clube sul americano, ao invés de apenas um, como é hoje em dia e continuará sendo na competição anual”.

Já o torcedor do Santos Vinicius Moura vê um benefício no aumento do número de participantes para a criação do “Super Mundial”. “Na forma como é disputado hoje em dia, a gente percebe um certo desleixo, soberba e indiferença dos clubes europeus para a disputa do Mundial. Em muitas das edições vimos declarações dos técnicos irritados por terem que parar nas competições nacionais por uma semana para jogar o mundial, poupando os jogadores titulares, além da pouca euforia após os títulos. A presença de mais clubes, tanto os europeus, quanto dos outros continentes, eleva o nível da competição, para quem sabe se tornar um torneio importante no calendário europeu

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