Aumento do número de participantes, anunciado pela FIFA, dá oportunidade para mais equipes participarem da maior competição do mundo

Por Bruno Rys Colesanti

A FIFA (federação responsável por gerir o futebol mundial) anunciou, após a edição da Copa do Mundo de 2022, que a partir da edição de 2026, o número de participantes aumentará para 48. Desde 1998, a competição é disputada no mesmo formato, com 32 participantes. Da edição de 1982 até a de 1994 o número de participantes era menor ainda: 24. Esses números mostram uma tendência dos organizadores em sempre buscar expandir a competição. O Mundial de Clubes, também organizado pela FIFA, terá um aumento no número de participantes, o que também ajuda a confirmar essa tendência (Veja mais sobre as mudanças do Mundial de Clubes: https://contextojornalismo.com/2023/12/12/mundial-de-clubes-sofrera-mudancas-em-seu-formato/).

A edição de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, ficará marcada na história como a primeira Copa em seu novo formato. O torneio ainda contará com grupos de 4 participantes. Porém, serão 12 grupos, ao invés de 8. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam, além dos oito melhores terceiros colocados. 

A partir daí, os 32 classificados se enfrentam em mata-mata até a grande final. Com a mudança do formato, as seleções que chegarem até a semifinal jogarão 8 partidas, ao invés de 7. O número de jogos no geral também aumentará: serão 104, ao invés de 64, o que demandará um tempo maior para a disputa do torneio, que antes era concluído em um mês.

Esses são alguns dos argumentos usados pelo torcedor da seleção brasileira Breno Esteves, que é contra a mudança: “O aumento de participantes vai implicar num aumento do tempo de disputa da competição. O calendário de clubes já é muito apertado. Em anos de Copa têm mais complicações ainda, pois as competições de clubes param por um mês. A partir de agora será mais do que apenas um mês, devido ao aumento do número de jogos”.

A FIFA, inicialmente, havia pensado numa competição com 16 grupos de 3 participantes, mas logo voltou atrás da decisão ao perceber alguns problemas. Com 3 equipes por grupo, na última rodada sempre haveria uma delas descansando, o que poderia possibilitar às duas equipes em campo realizar um jogo “combinado” com base nos resultados anteriores.

Com o novo formato, há uma nova distribuição de vagas por confederação. A reconfiguração beneficia a África e a Ásia, proporcionando 9 vagas (um aumento de 4 em relação às anteriores 5) para as equipes africanas e 8 (anteriormente 4,5) para as asiáticas. Além disso, foi estabelecida uma vaga fixa para a Oceania, que anteriormente só tinha a oportunidade de disputá-la nos playoffs. 

Por sua vez, a Europa ampliará seu número de representantes de 13 para 16, a América do Sul aumentará de 4,5 para 6, e a Concacaf contará com um total de 6 seleções (incluindo as três sedes), quando antes eram 3,5. As duas últimas vagas serão determinadas por meio das repescagens.

O número de participantes, que implica num aumento no número de vagas por continente, foi motivo de polêmica por supostamente abrir mais espaço para seleções de um nível técnico fraco. O ex-atleta Ronaldo Fenômeno se mostrou favorável ao aumento do novo formato: “Acho que vale a pena este formato, que dá a oportunidade a outros países de participarem desta grande festa”, disse o ex-atacante. “Não vai baixar o nível técnico das próximas edições, só vai aumentar o número de convidados”, acrescentou.

Vinicius Moura, outro torcedor da seleção brasileira, fica do lado de Ronaldo e defende a mudança do formato: “muitas seleções que nem imaginavam em participar de uma Copa do Mundo, agora terão a chances reais de disputa-lá. Será ótimo para o torneio. Além disso, a competição mais aguardada de todas terá 40 jogos a mais, o que garante muito mais horas de entretenimento para quem acompanha futebol”.

Deixe um comentário