Mostra Japão de Bauru realiza concurso de cosplay e conta com participantes da cidade e região

Participantes do Concurso de Cosplay sobem ao palco Foto: Emilyn Nagate
Por Emilyn Nagate
O Hidan do anime Naruto, o Ekko do League of Legends, a Princesa Jujuba e a guerreira viking Astrid foram alguns dos personagens representados pelos cosplayers que participaram do Concurso de Cosplay realizado neste domingo (18) no Festival Mostra Japão de Bauru.
A competição trouxe cosplays de diversas vertentes do universo geek, desde filmes e seriados até animes e jogos e teve início às 16h com o desfile e apresentação dos participantes.
O concurso foi conduzido por Luis Hunzecher, criador de conteúdo digital de animes e mangás, que também apresenta outros eventos de animes da região. O concurso contou com a presença de três juradas convidadas para avaliar os participantes, Fran Luiz, Tayuki e Tisha, cosplayers e criadoras de conteúdo digital.
Participaram da competição mais de 20 cosplayers, que concorriam a 3°, 2° e 1° lugar em uma única categoria. Além dos troféus, o pódio recebeu também prêmios oferecidos pela rede de farmácia Nissei, patrocinadora do evento.
Os participantes deveriam subir ao palco quando chamados, realizar sua apresentação para o público com um fundo musical e, ao mesmo tempo, mostrar os detalhes de seu cosplay para as juradas presentes no palco.

Movimentação durante a apresentação dos cosplays Foto: Emilyn Nagate
Buscando ser fiéis aos personagens escolhidos, os integrantes produziram acessórios e itens detalhados, além do uso de perucas e maquiagens autênticas, questão essa muito valorizada pelo júri.
“Acredito que todo mundo que está aqui se esforçou muito. Ficou até, às vezes, virando a noite fazendo peruca e props (acessórios) para apresentar e mostrar seu trabalho”, diz Tisha em sua fala ao público.
A jurada Fran Luiz explicou ao Jornal Contexto que os critérios de avaliação foram interpretação, fidelidade e acabamento. Destacou ainda que, para ela, a fidelidade ao personagem é o que mais importa na hora da decisão do vencedor. “Principalmente quando o cosplayer faz uma referência do personagem e a gente tem que comparar”, explica.
O evento contou também com um desfile infantil, em que crianças com cosplays podiam subir ao palco e mostrar sua fantasia ao público. Todos foram premiados com medalhas mirins e ovacionados por seus responsáveis.
Os premiados foram: em terceiro lugar ficou Laura Prudente vestida de Nidalee, em segundo lugar, a cosplayer Tainara Aquino como Astrid e, em primeiro lugar, a cosplayer Beatriz Vitorina com seu cosplay de Hatsune Miku.

Vencedores do Concurso de Cosplay e organizadores Foto: Emilyn Nagate
Narrativa dos cosplayers
Porque criar uma fantasia e interpretar um personagem fictício? Para os cosplayers que participaram do concurso, há grande prazer e diversão em seus trabalhos, além de ser uma forma de expressão. “A paixão pelo mundo 2D que a gente tanto consome diariamente chega num ponto em que tem que sair do mundo virtual, onde temos que parar de só assistir e mostrar nosso amor pela obra através dos cosplays”, expôs o cosplayer Hiro em entrevista.
Mais do que apenas se fantasiar, o cosplay “é arte, é amor, tanto pela cultura japonesa quanto por animes e mangás” afirma o júri do concurso. A jurada Fran Luiz também acrescenta que os participantes colocam toda sua criatividade e inspiração ao executar seu trabalho no cosplay e que isso é uma forma de expressar arte.
Para uma representação eficaz, os artistas se atentam a cada detalhe das roupas dos personagens que querem se fantasiar. Para adquirir acessórios e armas específicos de cada figura fictícia, os cosplayers têm a opção de comprar o material pronto vendido em plataformas de compras online ou construir do zero seus próprios itens e roupas.
“Algumas coisas eu comprei, outras eu fiz e algumas eu modifiquei. Por exemplo, os fones eu comprei prontos, porém serrei eles, porque o da personagem não aparece em cima da cabeça”, diz Beatriz Vitorina, contemplada com o 1° lugar do concurso. Ela utilizou as duas opções para que seu cosplay representasse seu personagem da forma mais parecida, como é o caso da maioria dos cosplayers.
Ainda diz que mesmo que tenha comprado a maioria, “o que eu fiz com o material depois é o que trouxe toda a diferença. Não é só colocar, sabe? Eu vi os detalhes que podia enriquecer no cosplay e enriqueci”.
O mesmo ocorreu com Jhonatan, cosplayer do personagem Doutor Estranho na competição. “A maior parte eu reutilizei coisas de material reciclável que eu achei em brechós. Comprei algumas coisas, mas a maioria eu mesmo fiz, foi bem trabalhoso por ser bem detalhado, mas gostei bastante de fazer”.
Em uma perspectiva organizacional do concurso, Jhonatan diz em entrevista que o evento pecou na organização voltada para os cosplayers, já que não havia um espaço reservado para eles se arrumarem, ajustarem seus cosplays e se maquiarem. Entretanto, admite que “o evento não é próprio para cosplay em si” e diz ter se divertido de qualquer forma.

Entrada para o Festival Mostra Japão Foto: Emilyn Nagate
Após sua vitória, Beatriz, que já esteve em outros 6 pódios de concursos parecidos, dá dicas aos cosplayers iniciantes que desejam se aprofundar nesse universo: “caprichem na sua referência e nos detalhes. Faça um cosplay de personagens que te inspiram mesmo, porque o amor que você tem por ele vai transparecer na hora da apresentação”.
