Especialista fala sobre a necessidade de regulamentação da IA
Por Willian Polix

Foto de Willian Polix alterada por Inteligência Artificial

As IAs estão cada vez mais comuns no dia a dia, principalmente nas redes sociais. Recentemente, causou polêmica a atualização do chat GPT que possibilita as pessoas criarem imagens parecidas com as do Estúdio Ghibli.

Em entrevista para o jornal Contexto, a professora Carolina Vaitiekunas Pizarro, que hoje tem um projeto de pesquisa voltado para IAs, deu sua opinião sobre a situação atual da regulamentação das Ias.

“Assim como o chat GPT se popularizou lá atrás em 2022, quando ele surgiu, a possibilidade de ter você ilustrado numa ilustração do estúdio Ghibli arrastou as pessoas para fazerem isso de maneira escalada. Foi uma onda mesmo de produções nesse sentido”, explica a professora.

De acordo com ela, o principal problema não é sobre como as pessoas utilizam essas ferramentas e sim utilizá-las sem saber o que as empresas fazem com os dados coletados por essas ferramentas.

“O pessoal da Prisma Labs ficou com uma amostra de rostos do mundo inteiro. De graça né? As pessoas, elas vão usar os produtos, tudo bem, mas, pelo menos, tomem uma decisão informada no uso da tecnologia”, disse.

Ela também complementa dizendo que não é possível proibir esse avanço e que é necessário se adaptar as inovações de acordo com ela: “não é proibir, eu falo para os alunos que não adianta querer proibir o avanço da IA, isso não vai acontecer. Como em outros tantos momentos da história, a tecnologia avança, ela impacta diferentes áreas, o design não é diferente, o design ao longo dos anos foi sendo arrastado pelas mudanças tecnológicas e a gente não teve escolha a gente teve que se adaptar”.

Durante a entrevista ela deixou claro que mesmo que não seja possível impedir esse avanço, é necessário regulamentar para que as pessoas afetadas tenham um respaldo. Ela comenta que em outros países como nos Estados Unidos e na União Europeia já existem avanços na regulamentação como o AI act. Mas o Brasil ainda está na fase de discussão: “o estúdio Ghibli não tem respaldo por que não existe ainda uma legislação que consiga punir”. Ela afirma ainda que precisamos avançar essa discussão: “precisamos que os princípios éticos prevaleçam, que é transparência e explicabilidade”.

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