Apresentação da Orquestra Sinfônica de Heliópolis abriu os desfiles da 57ª edição da São Paulo Fashion Week e a grande novidade foi o retorno de marcas como Aluf, Amapô e André Lima

Por Maísa da Silva Bornato

Entre os dias 09 e 14 de abril, São Paulo viveu a sua tradicional semana de moda. A 57ª edição da São Paulo Fashion Week teve início com um espetáculo da orquestra sinfônica de Heliópolis e uma das novidades apresentadas foi o retorno às passarelas da marca Aluf. O encerramento ocorreu com desfiles cheios de estilo, por Gloria Coelho, Amapô e João Pimenta.

Segundo o estilista, artista plástico e docente Erico V. de C. Martins, “a SPFW é muito nossa, as marcas passam a essência brasileira em suas peças e podemos ver nossa cultura transmitida durante nos desfiles”.

A abertura, dia 09 de abril trouxe um grande espetáculo de Aluf, em parceria com a orquestra Sinfônica de Heliópolis e com a bailarina Hellen Teixeira. A marca apresentou uma coleção inspirada no barroco, intitulada Prosopopeia, com um toque lúdico e modelagem a cinturada. 

Bailarina da Aluf durante desfile (Foto: divulgação SPFW)

Já no segundo dia de passarela houve desfile das marcas Lilly Sarti, Lino Villaventura, Cria costura e Reptilia, que fez sua estreia na maior semana de moda da América Latina. O desfile de Cria Costura, que retornou pela quinta vez na SPFW, chamou atenção ao apresentar o trabalho de profissionais de diversas regiões da cidade que participam do programa de aceleração criativa da Prefeitura de São Paulo. Nesta edição, os looks foram feitos em sua maioria por renda, paetês, babados e camadas volumosas e teve como tema a memória afetiva.

Os desfiles seguiram no dia 11 por toda cidade de São Paulo, com as apresentações de Patrícia Vieira, Fauve, Renata Buzzo, As Marias, Maria Bitu, Silvério e Led. Erico Martins aponta ainda que “a Led trouxe peças comerciais e contemporâneas com uma trilha sonora que embalou o desfile com músicas de estilos diversos e uma explosão de luzes encerrando com chave de ouro”.

No dia 12 ocorreu a estreia de Caterina Mina, desfile que apresentou sofisticação no crochê. Para a professora de Moda do Senac Thainara de Oliveira “foi uma surpresa ver o trabalho maravilho dos artesãos do Ceará nos looks de Caterina, pois não tem coisa mais rica do que enaltecer os trabalhos de nosso povo”.

Neste mesmo dia desfilaram as marcas Weider Silvério, Rafael Caetano, Thear, Martins e Walério, que prestou homenagem à sua mãe, dona Neném. Erico acrescenta que “Walério sempre foi divertido e autêntico dentro da moda e desta vez não foi diferente, ao trazer a cabeça de sua mãe em um look que remete aos bonecos de Olinda, que faz parte de sua cultura”.

Modelo de Walério look 27 (Foto: divulgação SPFW)

No penúltimo dia de desfiles, houve as apresentações de Gefferson Vila Nova, Igor Dadona, Mauricio Duarte, Dendezeiro e Andŕe Lima, com o retorno mais aguardado da edição, exibindo peças com o clássico brilho e glamour. A Forca Studio apresentou um desfile dividido em três partes, batizado com o nome da música do produtor Moby: “Everyday is 1989”. Para Martins, “a união da tecnologia com as peças da marca foi incrível, pois estamos caminhando para um futuro cada vez mais tecnológico e poder ver isso na passarela foi maravilhoso”. 

No último dia, Glória Coelho escolheu a galeria de arte Nara Roesler para apresentar sua coleção com referências à cultura pop, moda dos anos 60 e  Pokémon. A marca Amapô celebrou seus 20 anos com peças criativas ricas, em estampas maximalistas, com desfile realizado no Love Cabret.

E para fechar a semana, João Pimenta criou peças de alfaiataria com referências de surf, skate e cultura de rua, em uma cartela de rosa velho, tons de cinza e bege, remetendo às características do edifício centenário Martinelli, onde o desfile foi realizado. “Foi um conceito de materiais e modelagens únicas”, disse Thainara.

Modelos apresentando coleção de João Pimenta (Foto: divulgação SPFW)

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