Superlotação de linha de ônibus Falcão/ITE – Unesp/Camélias prejudica estudantes, tanto na ida à faculdade quanto na volta para casa
Por Kayo Gonçalves Bezerra
Depois de passar anos estudando para o vestibular, horas fazendo a prova e dias esperando os resultados, os estudantes pensam que tudo já está resolvido, que já passaram pela parte difícil. Porém, para os alunos da Unesp de Bauru, os problemas só aumentam quando chega a hora de ir para aula.
Diariamente, alunos que utilizam a linha 3288 (Camélias/Unesp – Falcão/ITE) encontram dificuldades, tanto para sair de casa quanto para voltar às suas residências. Com horários confusos e espaçados, a linha tem deixado muito a desejar no quesito mobilidade e também no conforto.
Enquanto linhas como 3240 (Unesp/CTI – Jd. Ouro Verde) tem veículos com bancos acolchoados e saídas a cada 15 minutos, os veículos da frota 3288 tem bancos duros e tempos de espera que vão de 30 minutos à 1 hora, e às vezes até mais.
“Não é legal pegar o ônibus lotado quando eu volto da aula. Poderia ter lugar pra sentar, já que a gente volta cansado das aulas”, diz o aluno de Relações Públicas, Felipe Bakin.
Além de terem que voltar para casa apertados e em pé depois de um dia cansativo, os alunos ainda reclamam do horário dos ônibus.

A aluna de Artes Visuais, Isabele de Sousa relata que a partir de 19:38 os ônibus param de circular, gerando dificuldade à aluna em ir para a universidade às 20h, e que depois das 21:30 um outro ônibus só passa às 23:10. Então, quando ela sai antes disso, tem que esperar uma hora e quarenta minutos até pegar o próximo, e último, ônibus da linha.
O motorista da 3288, que não quis ser identificado, disse que isso acontece não só nessa linha, mas em muitas outras e que o único jeito de mudar isso é com as pessoas que utilizam a linha ligarem para a empresa que cuida dos ônibus da cidade, a EMDURB, para reclamar e assim conseguirem mais horários de saída dos ônibus.
Apesar de todos os problemas enfrentados pelos usuários, o motorista afirma que os passageiros da Unesp são mais humildes e gentis com ele do que os outros, o que faz com que o trabalho fique melhor.
“É um pouco frustrante, por que a gente não tem condições muito boas, então o que faz valer a pena mesmo são as pessoas”, confirma a estudante de Psicologia, Maria Clara.
De “parabéns” cantados no aniversário de um deles à luz apagada na rotatória, os alunos sempre arrumam um jeito de se divertir, mesmo já completamente acabados com a rotina de estudos.
Os chamados “Falconer’s” se divertem contando histórias de vida e experiências dos respectivos cursos, o que faz com que o trajeto fique mais leve e descontraído.
Após horas de espera, nada melhor do que sentar e fofocar com os amigos. Isso se você conseguir um lugar.

