Neste ano, somente no mês de outubro, foram registrados recordes de passageiros transportados. No Metrô, foram 77 milhões de pessoas e na CPTM o número chegou a 42 milhões.

Por Thais Evangelista

O transporte metroviário de São Paulo opera na região metropolitana da cidade desde 1974 e é um dos maiores sistemas de transporte público do Brasil. Apenas o Metrô, chega a uma extensão de 104 quilômetros de linhas ferroviárias. De acordo com o Governo de São Paulo, o transporte metroviário transporta quase 5 milhões de pessoas.

Os números de ônibus circulando na cidade também são altos. Segundo a SPTrans, no mês de março deste ano, 1.316 ônibus circularam por dia na capital paulista e no mesmo mês foram transportados mais de 1 milhão de passageiros. Mas, para além dos números, a estrutura de transporte da cidade também possui informações negativas.

No primeiro trimestre deste ano, houve dois acidentes entre dois trens do Metrô, na linha 15-Prata. Não houve feridos graves e apenas os condutores estavam nos veículos, mas causou uma paralisação no transporte da Zona Oeste.

Além disso, há também a precariedade dos ônibus da cidade. Diversos passageiros relatam a dificuldade que enfrentam dentro do transporte público. Nas áreas periféricas, o problema é ainda maior. Moradores da Zona Norte chegam a ficar até mesmo 5 horas se locomovendo até o trabalho, seja por conta do trânsito ou pela falta de ônibus.

Uma moradora da Zona Norte, Bruna Simões, em entrevista para o site Desenrola e Não Enrola, comentou que o caminho para seu trabalho é curto, e mesmo fazendo o caminho de contra-fluxo, ela ainda gasta mais de duas horas. “Eu pego esse ônibus no contrafluxo, então tem dias que eu sou a única passageira, porque estou fazendo o caminho contrário dos outros trabalhadores, só que essa linha tem apenas sete ônibus, então o intervalo entre um e o outro chega a ser de 30 minutos e às vezes pode chegar até 45 minutos a 1 hora”.

Já do outro lado da cidade, na Zona Sul, Fernando Luna, de 26 anos, comenta como a situação dos ônibus na região de Embu-Guaçu melhorou, mas ainda enfrenta problemas. “Antes a experiência era ruim, os ônibus demoravam mais de uma hora de um para o outro, não tinha ar condicionado, bancos eram ruins e as ruas eram esburacadas e muito trânsito. Hoje melhorou algumas coisas, tem mais ônibus, e alguns com ar condicionado e tem faixa de ônibus em muitos lugares, então melhorou um pouco.”

Para ele ainda, faltam algumas melhorias no transporte. “Os ônibus poderiam melhorar em alguns aspectos, tipo aumentar mais a frequência de um ônibus para outro, já que tiraram os cobradores, acho que seria importante aumentar a quantidade, poderia melhorar os bancos,e a qualidade dos veículos”, comentou.

Já para o Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, algumas reformas serão feitas mesmo com discordância da população. O Governador ainda disse que os preços das passagens podem passar por um aumento. “A gente tem que começar a fazer conta. Porque ou repasso alguma coisa para a tarifa, ou a gente permanece com ela congelada e eu aumento subsídio. Não tem almoço de graça. Se a tarifa não subiu, o custo subiu. Eu tenho uma responsabilidade contratual, tenho que manter o sistema operando”, justificou ele em entrevista ao G1.

Segundo um levantamento feito em 2016 pela Associação Nacional de Transportes Públicos, cerca de 60% dos passageiros não aprovam o sistema metroviária de São Paulo. Entre as reclamações, estão: lentidão, preço da passagem e falta de linhas de ônibus.

Foto destaque: Reprodução/Mariana Gil/WRI Brasil Cidades Sustentáveis

Deixe um comentário