Em um ambiente plural e democrático, alunos se reúnem para pautar problemas nos espaços universitários de ensino

Por Laura Santos

Dentro da universidade, alunos se deparam muitas vezes com graves problemas de infraestrutura, falta de professores ou equipamentos necessários para a experiência acadêmica prática. Buscando por medidas mais rápidas, se juntam em coletivos para discutir essas questões que afetam todos os estudantes.

Lucca Pires Borçari, estudante de psicologia na Unesp, que compõem o coletivo Afronte desde 2021, pontua sobre a ação dos coletivos dentro das universidades. “Na USP, UNICAMP ou em outras universidades públicas pelo país existem coletivos feministas, coletivos negros, coletivos LGBT, coletivos trans, pessoas que conseguem se organizar. Os seus grupos conseguem trabalhar, intervir mesmo na universidade, relacionados a suas pautas principais ou pautas específicas que eles se dedicam. Isso infelizmente não acontece na UNESP, pelo menos não de maneira tão ampla”, explica.

O número de coletivos estudantis ativos e engajados na luta por melhorias na Unesp de Bauru é baixo, porém existem. Um deles é o Kimpa, coletivo negro da universidade, formado em 2015, com reuniões abertas às quintas, tratando de pautas raciais, dando voz e força para problemáticas enfrentadas por alunos pretos na universidade.

A falta de participação e adesão fez com coletivos já existentes deixem de atuar, como o Aya, coletivo feminista da Unesp, e o Karê, coletivo asiático. Porém, as lutas estudantis continuam por meio de outros coletivos.

“Atualmente tem o Kimpa, que representa aí um papel muito importante de representação e organização dos estudantes negros da nossa universidade. A gente sabe que, apesar da vitória que foi a conquista das cotas, elas não garantem a permanência desses alunos na universidade”, pontua Lucca Borçari.

Na atuação nacional e com representação dentro da Unesp Bauru há o coletivo estudantil Afronte, que possui forte ação política em pautas que afetam diretamente as universidades públicas e seus estudantes. Promovendo reuniões e debates abertos com o intuito de engajar estudantes à luta por uma universidade de qualidade e plural.

“Essa base de apoio, seja de convivência, de acolhimento ou então de organização política, eu vejo quando é parte importante do processo de fortalecimento desses grupos oprimidos e minoritários dentro de espaços como a UNESP”, acrescenta Lucca Pires Borçari.

O engajamento político e o pensamento coletivo de problemáticas da universidade é um passo essencial para a busca de melhorias em centros estudantis, fazendo com que todos os estudantes se sintam confortáveis a permanecer no campus e que nossas vozes como alunos sejam ouvidas e nossas demandas atendidas.

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