A cantora Ana Castela se consolida como uma das estrelas do Agronejo, ritmo que mistura sertanejo, pop, funk e batida eletrônica
Por Ingrid Martins
No último dia 24, a cantora Ana Castela iniciou sua primeira turnê internacional. Com todos os shows em Portugal, a artista cantou seus diversos sucessos em Coimbra e Lisboa e encerrou no Porto. Cada vez mais, a artista mostra, sem rodeios, que “a boiadeira chegou, bebê”.

Foto: Divulgação/Instagram @anacastelacantora
Nascida em Amambai (MS), Ana Flávia Castela, com apenas 19 anos, vem se tornando uma das maiores estrelas do cenário musical brasileiro, mais especificamente do agronejo. Este estilo representa uma nova faceta do sertanejo, na qual há mistura de sertanejo, pop, funk e batidas eletrônicas.
“O mundo é eclético né?”, declara Maria Vitória de Oliveira Tavares, fã da cantora. “Sempre vai ter uns que vão se incomodar, mas é o que a Ana escuta, e se ela quiser misturar algo que ela gosta, ela vai misturar, ela quer agradar não só os fãs, ouvintes, mas sim a ela mesma também”, adicionou.
Após emplacar com Pipoco, canção com Melody e DJ Chris no Beat que contabilizou mais de 200 milhões de visualizações no videoclipe oficial da música, Ana Castela permanece nas paradas com títulos como Dona de Mim, Nosso Quadro e as participações em Bombonzinho (Israel e Rodolfo), Duas Três (Adriano Rhod, Guilherme & Benuto), Roça em Mim (Zé Felipe e Luan Pereira), entre outros hits.
Há semanas, ela fixa 7 músicas no Top 50 Brasil do Spotify.
De acordo com o ECAD, entidade brasileira responsável pelo processo de pagamento dos direitos autorais das músicas aos autores e demais titulares, a cantora Ana Castela tem 46 gravações cadastradas no banco de dados da gestão coletiva da música no Brasil.
Músicas de Ana Castela mais tocadas em rádios, casas de festas e diversão e sonorização

“Ela veio pra revolucionar o sertanejo”, diz Carol Reis, mais uma integrante da coleção de fãs de Ana. Essa revolução é atribuída à mistura inovadora de estilos musicais, às letras de “sofrência” – que criam uma empatia com o público – adicionadas à catarse promovida pelas canções da artista.
No começo de maio, ela ainda gravou seu primeiro DVD. Nomeado como “Boiadeira Internacional”, o projeto foi gravado na tríplice fronteira, isto é, na divisa entre Argentina, Brasil e Paraguai, durante a FESPOP, festival em Santa Terezinha de Itaipu/PR. Contando com diversos efeitos pirotécnicos e looks incríveis, o show foi aclamado pela crítica e pelo público em geral.
Agora, só resta a pergunta: até onde a boiadeira vai chegar?

Foto: Divulgação/Instagram @anacastelacantora
