Fundado no dia 26 de Fevereiro de 1929, em Mogi Guaçu, o Clube Atlético Guaçuano representou sua cidade nos principais campeonatos amadores do Estado, junto com o extinto Mogi Guaçu Futebol Clube e conquistou seu primeiro título, o campeonato amador regional de 1958.
Por Amanda Xavier

Escudo do Clube Atlético Guaçuano
Fundado no dia 26 de Fevereiro de 1929, em Mogi Guaçu, o Clube Atlético Guaçuano representou sua cidade nos principais campeonatos amadores do Estado, junto com o extinto Mogi Guaçu Futebol Clube e conquistou seu primeiro título, o campeonato amador regional de 1958.
O Guaçuano tem uma história por trás do nome de seu mascote. Um dos peixes tradicionais e característicos encontrados no rio Mogi Guaçu e conhecido também como bagre ou surubim, é “Mandi” o nome dele, o tão original e marcante mascote do C.A. Guaçuano.
O Mandi passou por muitas turbulências durante anos. E em 2019 o seu CNPJ foi reativado, com uma nova diretoria reerguendo o clube. Lá se vão quatro anos desde a volta do Guaçuano. O clube já realizou sua primeira ação de marketing, que foi uma exposição em memória aos 90 anos do Mandi. Realizada no Shopping Buriti, durante essa exposição foi lançada a camiseta comemorativa do clube e a receita das vendas foi exclusivamente destinada para pagar as dívidas com a FPF. A nova gestão do Mandi tem como meta olhar o lado social e contribuir com a sociedade de Mogi Guaçu.
Nesses quatro anos, o Guaçuano desenvolveu um projeto social, o Mandizinho, que tem como objetivo apresentar a prática do futebol para crianças de baixa renda, tirando-as do perigo da marginalização e ensinando conceitos para se formar um grande cidadão.
Daniel Santos, formado em Educação Física na Universidade Paulista (UNIP) e treinador do sub-20 do Mandi, relatou como é trabalhar no clube. “É um desafio grande também, pois o clube ficou sete anos fechado, retornando ano passado. O que contribui muito é a paixão do torcedor Guaçuano, eu notei que a cidade estava com saudades do Mandi, e a diretoria ímpar nas conduções dos trabalhos”.
Ele explica também que tem “orgulho de ser treinador do Guaçuano, pois cresci vivenciando a sua história”.
O Mandi estreou esse ano na copa Paulista 2023, com o sub-11, sub-13, sub-15, sub-17 e sub-20. No sábado (27), o clube recebeu a Ponte Preta pelo Campeonato Paulista sub-20.
Esse confronto foi encarado como uma decisão por parte dos jogadores e sua comissão técnica. O alviverde precisava dos três pontos para encostar na Macaca, que ocupa a vice-liderança do campeonato. Se o Mandi atingisse os 10 pontos ele iria para a reta final disputando para uma vaga na próxima fase da competição. Infelizmente o Guaçuano perdeu para a Ponte por 2 a 0, com gols de Yuri e Prata.
Carlos Henrique, jogador do sub-20 deu o seu relato de como é jogar no Guaçuano, “Minha rotina de treino começa de manhã, sendo o primeiro período de treino academia, fazendo tanto musculação quanto mobilidade, a tarde começa os treinos no campo, onde fazemos trabalhos táticos e com a bola”.
O jogador começou no futebol ainda muito jovem. “Sempre tive o sonho de ser jogador profissional, sempre acompanhei meu pai em todos os jogos que ele ia, querendo sempre jogar, passando mais o tempo, tive algumas boas oportunidades, como jogar na Ponte Preta, Mogi Mirim e Paulista de Jundiaí”, comentou.
Carlos também contou um pouco de como foi a peneira para entrar nas categorias de base do Mandi. “A seleção foi até que bem simples, o Atlético Guaçuano abriu as avaliações no sub-20, me interessei e fui, passei na avaliação e assim estou até hoje”.
