POR THAIS EVANGELISTA

Com o resultado das eleições de 2022, o cenário político no Brasil sofreu mudanças e abalos com a polarização de ideologias. Desde lá, a extrema-direita — apoiadores do ex-presidente Bolsonaro — mostraram sua oposição à vitória do atual presidente Lula com interdições de rodovias e até mesmo de ruas em diversas cidades do país. Entretanto, no dia 08 de Janeiro, o grupo atacou os Três Poderes em Brasília, tendo como consequência um evento extremamente violento.

Depois do ato criminoso, a Polícia Federal (PF) abriu uma operação para investigar os envolvidos no crime. De acordo com a PF, até agora foram feitas cinco prisões, nos estados de Minas Gerais, Paraná, Espírito Santo e Santa Catarina. Em uma publicação no Twitter, o Ministro da Justiça Flávio Dino anunciou que foram lançados 11 mandados de prisões preventivas e 27 de buscas e apreensões pelo Supremo Tribunal Federal.

No momento, a Operação Lesa Pátria tem foco na identificação de envolvidos nos atos criminosos do dia 08 de Janeiro, e está em sua terceira fase. A PF também divulgou um e-mail para denúncias anônimas sobre possíveis participantes ou envolvidos, para facilitar a operação. 

Na última quinta-feira (19), a PF prendeu Carlos Victor Carvalho, assessor de um deputado do Rio de Janeiro e um dos suspeitos de financiar os ataques em Brasília. Além dele, Ramiro Júnior, de 49 anos, também foi um dos primeiros presos na Operação. Ramiro é suplente na Câmara dos Deputados de São Paulo, e foi eleito nas eleições de 2022.

Porém, os ataques ainda possuem discussões sobre o tema. Para alguns, os atos de 08 de Janeiro não foram apenas uma manifestação política, mas sim uma demonstração da violência e do ataque à democracia. É o caso da professora da rede estadual de São Paulo Rebeca Silva. Para ela, a extrema direita é “vil e predatória”.

 Sobre as discussões entre ser apenas uma manifestação política, a professora discorda: “Nenhum ataque às instituições democráticas podem ser justificadas como manifestações, esses ataques são crimes e ameaçam todos nós e nossos direitos e precisam ser penalizados severamente. A democracia necessita do diferente e dos opostos para funcionar, logo eu não penso que elas não vão deixar de existir, porém eu espero que após as penalizações contra estes atentados, os discursos deixem de ser tão radicais e violentos”.

Já Fernando Luna, fotógrafo, discorda. Para ele, o Brasil “nunca se renderia à democracia ou ao direito de expressão”. Fernando ainda complementa que “É um país muito grande.. não é um discurso que irá mudar as coisas. Não acredito que o país irá virar uma nova Venezuela como andam dizendo por aí, porém não será a salvação do país essa nova metodologia.” 

Porém, sobre o ataque, Fernando concorda que foi um ato violento: “Na minha opinião qualquer tipo de extremismo gera violência. Acredito que tenha um pouco sim da revolta de algumas pessoas.”

Deixe um comentário